Home
 
Geral Colunistas PME Colunistas
 

  

 

30-05-2008 ERA UMA VEZ MAIS UMA CRISE
Era uma vez uma empresa de tecnologia de informação ou informática, criada não por um PhD, mas por experiente profissional de mercado. Começou com 5.000 euros e em quatro anos tinha chegado ao topo do mercado nacional, gerando mais de 100 postos de trabalho e 25 milhões de euros de facturação.
23-05-2008 COMO COMEÇA A POBREZA DAS NAÇÕES
O Ministro das Finanças baixou a previsão de crescimento do PIB de 2,2,% para 1,5%. Saúdo a coragem politica de o ter feito agora – bem podia esperar pelo europeu de futebol…Mas tenho dúvidas se ficaremos por aqui. A verdade é que todos os dias, fruto dos aumentos de custos, da baixa do consumo e da concorrência internacional, fecham empresas.
08-02-2008 ANGOLA, ESPANHA E PORTUGAL
Em Espanha, a bolha especulativa do imobiliário quase rebentou. Não era de facto sustentável um país com 44 milhões de habitantes construir 750.000 fogos/ano (Portugal teve no seu pico cerca de 100.000/ano e anda nos 40.000 novos fogos para 10 milhões de habitantes, e os EUA, para 280 milhões de habitantes, constroem cerca de 1,5 milhões de novos fogos/ano).
11-01-2008 SEM EXPORTAÇÕES O QUE SEREMOS?
O recém-eleito Bastonário da Ordem dos Economistas abriu as entrevistas do ano neste jornal alertando que Portugal não está verdadeiramente a crescer. Sendo certo que o justificou este aparente contra-senso (ultima previsão BdP aponta crescimento do PIB de 1,9%) por comparação com o crescimento da economia europeia e mundial, certo é que quem é Chairman da GALP tem seguramente outros indicadores micro que fundamentem o seu cepticismo, ainda mais insuspeito, por vir de um ex-Ministro socialista e membro dessa família política.
07-12-2007 DA CHINA DOS EMPREENDEDORES À EUROPA DOS BUROCRATAS
A Presidência Portuguesa da União europeia tem sido marcada por acontecimentos importantes, emblemáticos, mas que na realidade deixam por medir o alcance do que acorda. África, China, Flexisegurança, Tratado de Lisboa, são apenas algumas das áreas a que se tem dado destaque, e, verdade seja dita, Portugal costuma primar por boas presenças ou presidências internacionais – que infelizmente não têm por vezes espelho no plano interno!
30-11-2007 UM NOVO NORTE PARA O PAÍS
A semana passada ficou marcada pela apresentação nacional em vários seminários do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e de alguns dos seus programas operacionais e estratégias. De entre eles inclui-se o ON.2, Programa Operacional da Região Norte, que visa num horizonte até 2015 (o quadro é 2007-2013), reposicionar uma região de contrastes, que atravessa uma grave crise, mas que encerra também um enorme potencial de crescimento e desenvolvimento não apenas para a região, mas para o país.
29-10-2007 QREN: ÚLTIMO QUADRO COMUNITÁRIO DE APOIO?
Novembro marcará o arranque de políticas importantes para economia portuguesa. Designadamente a abertura das candidaturas ao QREN (quadro de referência estratégia nacional) ou quarto quadro comunitário de apoio. Foi anunciado o lançamento de candidaturas e projectos para 15 de Novembro. Já alguma coisa se escreveu em abstracto sobre o QREN, mas em concreto será a execução a determinar se é ou não uma alavanca de desenvolvimento, e se tem ou não, um impacto no crescimento do PIB per capita de Portugal e das suas regiões.
19-10-2007 UMA SEMANA EM CHEIO
Na segunda-feira às sete e vinte da manhã ligam-me da TSF. Querem saber a minha opinião sobre o anúncio do Ministro da Economia, que se destaca por prometer mais 530 milhões de euros para as PME e empreendedores. Eu, dirijo-me para uma conferência europeia sobre financiamento de PME e empreendedorismo, a decorrer no Estoril, tendo como anfitriões Comissão Europeia, IAPMEI e Câmara Municipal de Cascais. Penso imediatamente que esse anúncio, vem e bem a propósito dessa conferência, marca bem a agenda pela positiva. Aliás, dessa conferência sairiam nas 48 horas seguintes um Observatório europeu baptizado de “Estoril”, e uma declaração europeia sobre o tema – a declaração do “Estoril”.
04-10-2007 DO PELOURINHO ÀS SOLUÇÕES
Em Portugal discute-se uma vez mais a questão da publicação (ou não) e o como das dívidas do “Estado”, e de que entidades o compõem. Esta discussão é apenas mais um pelourinho a juntar aos muitos que temos. E os pelourinhos tornaram-se no país. Temos um qualquer problema, e em vez de eficaz, calma e resolutamente o solucionar, criamos pelourinhos, tentamos encontrar bodes expiatórios e culpados. As vítimas mais apetecíveis do pelourinho são obviamente os contribuintes, com destaque para a classe média e profissões liberais - muitas vezes quase apedrejados como os “ricos” – de destaque para as empresas, que não sendo grandes não conseguem negociar isenções fiscais á medida e têm pagar os custos do país.
28-09-2007 COMO EVITAR NOVAS CRISES FINANCEIRAS
Estávamos – alguns – a entrar em férias e eis que aparece a crise do Sub-Prime. Da rápida análise de que as condições de concessão de crédito nos EUA estavam abaixo daquilo que a prudência e o bom senso recomendaria, o efeito parece ter alastrado aos espíritos mais, inquietos e às economias mais endividadas.
07-09-2007 UM MINISTRO E UMA POLÍTICA PARA AS PME?
O Líder da oposição iniciou a rentrée política retomando uma proposta de uma política para as PME, que havia sido proposta no parlamento no ano passado e rejeitada pela maioria. Agora voltou a insistir exigindo uma resposta política ao Governo. Vai a terreiro o Presidente do IAPMEI desvalorizar as propostas. O Presidente do PSD disse então que “não respondia a funcionários”. E continua a exigir uma resposta ao Governo, a quem acusa de “ignorar as PME”.
10-08-2007 QUE É FEITO DA RESERVA DA NAÇÃO?
O “Semanário Económico” publicou recentemente uma interessante reportagem sobre o estado da região Norte, em que concluía pelo estado de crise profunda em que está mergulhada a região. Não porque tenha negócios ou residência no Norte, mas como português, vejo o Norte com grande preocupação.
29-06-2007 PORQUE SE ESCONDEM OS CAPITALISTAS?
Depois do choque com a apresentação do estudo promovido pelo presidente da CIP, com o Governo e muito bem, aceitar discutir o maior investimento público em décadas em Portugal, seguiu-se uma outra dúvida, diria mesmo, uma grande inquietação: quem eram, afinal, os promotores do estudo?
15-06-2007 POR UMA PRESIDÊNCIA ARROJADA MAS PRAGMÁTICA
A Presidência da União Europeia que Portugal assume no segundo semestre de 2008, deve ser encarada como um desafio e oportunidade de afirmação de Portugal. Mas também deve ter contido o pragmatismo que a oportunidade e a liderança proporcionam. Assim, se bem que sejam aceitáveis que se defina para o politicamente correcto que o tratado seja a prioridade, a verdade é que independentemente das responsabilidades institucionais, a prioridade deve ser aproveitar as oportunidades.
01-06-2007 INOVAÇÃO DE BANDA LARGA
Num momento em que se fala muito de inovação, no âmbito do Plano Tecnológico, do anterior QCA ou do novo QREN, algumas definições sobre o tema são e tornam-se cada vez mais necessárias. Se bem que Schumpeter tenha iniciado a ciência nestas matérias de empreendedorismo e inovação, a verdade é que a interpretação de inovação em Portugal, ainda continua mais ligada à invenção do que propriamente ao mercado e às empresas. E a tendência tutelar do Estado é a de complicar, de filtrar e de querer tornar muito restrito, aquilo que é ou não passível de apoio ou chancela enquanto inovação. Restringindo às entidades públicas, em vez de se abrir à economia e ao mercado, aquilo que é inovar.
18-05-2007 O DILEMA ECONÓMICO
A economia nacional vive um paradoxo. Por um lado cresceu mais de 2% no primeiro trimestre e as exportações aceleraram, sinais positivos, Por outro lado encerraram meia centena de milhar de empresas nos últimos dois anos, e segundo empresas de informação económica podem encerrar a custo prazo cerca de duzentas mil empresas, o que é um indicador negativo.
04-05-2007 “RIO-ME QUANDO NOS COMPARAM COM ESPANHA”
“Durante os tempos livres que lhes permitia o seu trabalho nos grupos empresariais em que trabalhavam, José Garcia e Miguel Silva começaram a modelar o seu projecto pessoal até que decidiram iniciá-lo comercialmente no Natal de 2002. A empresa faria o design e definição dos produtos, sendo que os processos que não aportavam valor, como a sua montagem, seriam subcontratados na China. Com esta ideia, um plano de negócios e 3.000 euros de capital social, os sócios dirigiram-se ao BBVA para conseguir os 600.000 euros necessários para fabricar. Segundo os sócios o projecto pareceu excelente ao banco tanto do ponto vista conceptual, mas o banco queria resultados e a empresa ainda nem tinha nascido!
20-04-2007 O REGRESSO AO PÂNTANO
O país está em suspenso e a discussão a um nível demasiado forte. Será por causa do pequeno crescimento económico? Da tímida reforma da Administração? Da discussão sobre o QREN? Da bondade do “Novas oportunidades”? Da solução aeroportuária? De se é com PME’s ou apenas com multinacionais que recuperamos a economia?
13-04-2007 A FRAUDE INOCENTE
No país do défice, da tanga e da crise, pedem-me que reporte algo sobre o estado da economia e das PME. Ora bem o que se me oferece constatar é que vivemos numa fraude nada inocente.
05-04-2007 AS PME A EXPORTAR MAIS E A ECONOMIA A CRESCER DE FACTO
No meio de mais um debate nacional, em que discute a bondade de grandes obras públicas e reestruturação da despesa corrente, a economia continua a tentar recuperar. O que a faz crescer ainda que pouco são as exportações. Com ou sem AICEP, que continua por constituir congregando ICEP e API, não apenas por causa da Auto-Europa, milhares de PME - sem apoios como os que abundam em Espanha - viram-se para outros mercados, inovam exportam.
16-03-2007 OS CARBONÁRIOS, AS RAPARIGUINHAS DO SHOPPING E OS BURLÕES
Vivemos uma interessante fase da terceira República. Progridem espécies novas ou renovadas, que fazem com que o país continue estagnado. E passadas as promessas de reformas a sério na função pública, vamos continuar com o défice, os impostos, a burocracia e sem espaço para as empresas respirarem.
02-03-2007 O TRIUNFO DOS INDIGENTES
O país vive em suspenso. Enquanto os outros crescem e são positivos, em Portugal as notícias são sempre as mesmas. Más. Será a realidade? Serão apenas as notícias? Ou haverá por cá uma conflituosidade latente e que não leva a lado nenhum? Acho que é esta última que é verdade, nem os jornalistas nem a realidade são tão negativos.
09-02-2007 MERCADO IBÉRICO: PRIMEIRA (OU ÚLTIMA) OPORTUNIDADE?
Muito se tem abordado a nossa relação com Espanha. De mercados fechados em países isolados e orgulhosamente sós, Portugal e Espanha começaram a olhar-se de forma diferente no advento quase simultâneo da democracia, e a tratar-se com cumplicidade na adesão subsequente e simultânea à CEE. A queda das fronteiras físicas sucedeu à queda das fronteiras aduaneiras. A moeda comum reforçou fluxos de compras e investimentos crescentes. Empresas e pessoas habituaram-se a interpretar um espaço antes dividido em dois como contíguo e único.
26-01-2007 ADMINISTRAÇÃO NA HORA
O país está estupefacto com o caso do sequestro da criança ou da prisão por amor. Neste caso, expressa-se não apenas a terrível conflitualidade em que vivemos, mas também o cansaço da sociedade com os pareceres e demoras.
15-12-2006 META: COMPETITIVIDADE
Enquanto as acções em tribunal se multiplicam e as cobranças se atrasam, a nossa economia vai navegando à bolina, sem ritmo. O optimismo mediático foi moderado pelas estatísticas do terceiro trimestre. O crescimento continua ténue e ziguezagueante, o investimento continua em queda, o emprego, ou melhor, o desemprego mantém-se.
24-11-2006 O MODELO DAS CAIXAS MUTUALISTAS: OPORTUNIDADE PERDIDA PARA PORTUGAL?
O Semanário SOL publicou um texto em que Eduardo Catroga se referia às Caixas Mutualistas Espanholas como uma ameaça á nossa economia. Referia-se nessa reportagem que: as Caixas Mutualistas são associações, e portanto não podem ser alvo de OPA’s; as Caixas dominam 50% do mercado bancário espanhol – que tem a dinâmica que sabemos; e que apesar de não poderem ser compradas podem comprar e compram outros bancos. Daqui se intuindo que havia um perigo de concorrência desleal ou de diferentes regras do jogo, que favoreciam o sistema espanhol em detrimento do português.